Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/ para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/ pelo(s), pólo(s)/ polo(s) e pêra/ pera.
Como fica:
Ele para o carro.
Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pelos brancos.
Atenção:
a) Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder(pretérito perfeito do indicativo do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do sigular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair comigo, mas hoje ele pode.
b) Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi pintada por mim.
c) Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados(manter, deter, reter, conter,convir, intervir, advir etc.).
Exemplos:
Ele tem dois carros./Eles têm dois carros.
Ele vem de Salvador./ Eles vêm de Salvador.
Ele mantém a palavra.
Eles mantêm a palavra
Ele convém aos estudantes./ Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. Eles intervêm em todas as aulas.
d) É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma de bolo?
Obs : Vejam, da próxima vez, a continuação da última regra de acentuação gráfica , conforme Acordo Ortográfico.
Obrigada.
Correção de Textos,Orientação de Monografias, de TCCs e Trabalhos Literários.
domingo, 3 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Acordo Ortogáfico
Não se usa mais o acento das palavras terminadas em "êem e ôo(s)"
Como fica:
abençoo(verbo abençoar); creem(verbo crer); deem(verbo dar); doo(verbo doar); enjoo; leem(verbo ler); magoo(verbo magoar); perdoo(verbo perdoar); povoo(verbo povoar); veem(verbo ver); voo, voos, zoo(forma reduzida de zoológico).
Atenção: inserem-se nesta regra: coroo(verbo coroar), abotoo(verbo abotoar), moo(verbo moer)
Como fica:
abençoo(verbo abençoar); creem(verbo crer); deem(verbo dar); doo(verbo doar); enjoo; leem(verbo ler); magoo(verbo magoar); perdoo(verbo perdoar); povoo(verbo povoar); veem(verbo ver); voo, voos, zoo(forma reduzida de zoológico).
Atenção: inserem-se nesta regra: coroo(verbo coroar), abotoo(verbo abotoar), moo(verbo moer)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Acordo Ortográfico
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no "i" e no "u" tônicos, em hiato com a vogal anterior, quando vierem depois de ditongo. Exemplos: baiuca, bocaiuva,feiura, cauila, etc.
Obs: se a palavra for oxítona e o "i" ou o "u" estiverem em posição final (ou seguidos de "s" ), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí, Paranavaí, Camboriú.
Atenção: quando postei a regra dos ditongos orais abertos, me esqueci do"s" de anzóis. Peço-lhes desculpas.
Pessoal, toda semana postarei uma crônica para a sua apreciação.
Obs: se a palavra for oxítona e o "i" ou o "u" estiverem em posição final (ou seguidos de "s" ), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí, Paranavaí, Camboriú.
Atenção: quando postei a regra dos ditongos orais abertos, me esqueci do"s" de anzóis. Peço-lhes desculpas.
Pessoal, toda semana postarei uma crônica para a sua apreciação.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Nova Ortografia
Os ditongos orais abertos perderam o acento apenas em palavras paroxítonas, tais como: assembleia, geleia, plateia,paranoica, etc. As oxítonas e monossílabas continuam acentuadas. Portanto: coronéis, anzóis, céu, dói, etc...
terça-feira, 21 de junho de 2011
Crônica- O equívoco
Quando vai receber o bispo, não é que o padre sempre pede colaboração!?
E assim,encarrega uma pessoa de solicitar pratos a outras. Pois bem. Foi nesse pedido que o equívoco se deu.
Tão logo terminara o almoço, tratei de recolher as vasilhas que as pessoas me deram. Cada uma, com certeza, levou uma iguaria diferente. Nenhuma, das pessoas que pedi, negou. Por isso mesmo, me preocupei em entregar as vasilhas o mais rápido possível. Entreguei-as todas.
Restara a minha. Havia eu pedido a uma moça que atende por encomenda uma salada tropical de dar água na boca.
Como em cidade pequena todo mundo conhece todo mundo, chamo um chapinha de caminhão que passa numa bicicleta.
- Lai, você conhece Rosana? Aquela moça, irmã de Jesuíno Santana? Aquela que morava na casa de d. Nilde Almeida!...
- Sim conheço ela.
-Então, entregue-lhe esta tigela e diga-lhe que fui eu quem mandou.
- Sim, já vou lá.
Fiquei espreitando até que Lai virou a esquina e desapareceu. Despreocupada, fechei a porta e voltei aos aos afazeres de antes.
Passado um mês, entro numa loja e encontro uma senhora que havia colaborado para o almoço do bispo. Ao avistar-me, disse-me ter encomendado a Rosana uma torta salgada para um jantar festivo. E que ela lhe pedira que me dissesse estar precisando da vasilha que continha a salada.
Quase caio de susto.
- Meu Deus! A vasilha, mandei um rapaz conhecido entregar a ela há mais de um mês. Naquela ocasião, ainda lhe dei, de gorjeta, dois reais e cinquenta centavos e uma camisa do CRUZEIRO.
Daí em diante, tive a cabeça remexida.
Foi então que desci até a praça para encontrar o rapaz.
Qual não foi minha surpresa, quando lhe relatei o fato e o sumiço da tigela!
Ele respondeu-me de pronto:
- Quá... ocê não me entregou tigela nenhuma.
Fiquei estarrecida.
- Como não lhe entreguei, se ainda lhe paguei dois reais e cinquenta centavos- e de quebra- uma camisa do CRUZEIRO?
Nem se preocupou. Continuou negando que eu houvera lhe entregado a tigela.
Lembrei-me então de que Lai bebe umas pingas e , no momento em que lhe entregara a tigela, certamente estaria bêbado.
- Não tenho nada a fazer. Pensei de mim para comigo:
- Como dizia minha avó, para o que não tem jeito, ajeitado está. Vou comprar outra tigela e pagar à moça.
E assim fiz. Não encontrando igual, comprei uma parecida.
E lá vou eu, cara grande e olho mexendo, entregar a dita à dona e explicar-lhe o acontecido. Pedi-lhe mil desculpas. Voltei aliviada.
Algum tempo depois, chego à praça. Sou interrompida por Lai que me diz:
- Alembrei.
- Não é que entreguei a tigela na casa de seu Raimundo!?
Fiquei espantada.
Ao que ele me afirmou:
- Quando sarei da cachaça, alembrei que seguindo o caminho que ocê me ensinou, a primeira casa era de seu Raimundo. Então entreguei a tigela a uma muié que apareceu na porta.
Completando, disse-me que poderia despreocupar-me que ele levara a tigela para a venda de Santão.
Não entendi por que o objeto fora parar na venda de Santão, se a dona não trabalhava lá.
Lai, ao sentir-me o espanto, disse, tranquilamente, que combinara com a moça buscar ali a tigela. E que, segundo o balconista, esta teria levado a dita cuja.
Achei por bem telefonar a Rosana, a fim de certificar-me do recebimento da tigela.
Respondera-me ela que havia recebido, mas não conseguira, de forma alguma, falar comigo. Contudo, iria devolver-me aquela que eu levara em pagamento da que foi desviada.
Disse-lhe então que ficasse com as duas,pois era merecedora daquele presente.
Gargalhando, respondeu-me que graças à confusão feita por Lai, ela ganhara outra tigela.
Ri de alegria. Ri do fato. O equívoco criou-me alma nova.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
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